Possibilidade de gravidez após a criopreservação de ovócitos

Informações gerais sobre oócitos congelados

  • A EOC com a criopreservação de ovócitos é uma opção relativamente nova para as mulheres que não têm um parceiro e não querem usar esperma congelado.
  • Comparado com o uso de embriões congelados, é muito menos conhecido o uso de ovócitos congelados, como também previsões precisas de taxas de gravidez e taxas de má formação ao nascer.
  • A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva já não classifica a criopreservação de ovócitos como experimental 1 .

Taxa de defeito de nascença

  • Uma compilação de estudos publicados demonstram que mais de 900 bebês de criopreservação de ovócitos não demonstraram aumento da taxa de anomalias congênitas, em comparação a bebês concebidos naturalmente 2 .
  • Este estudo incluiu ambos os métodos de criopreservação - vitrificação e congelamento lento.

 As taxas de gravidez

  • Os dados de gravidez têm sido limitados em relação às taxas de oócitos congelados, mas reconfortante.
  • A maioria dos dados publicados é sobre ciclos ovodoação e não demonstra diferença nas taxas de fertilização e gravidez, em comparação com os ciclos de doadores frescos 3, 4.
  • No entanto, a maioria das mulheres em idade reprodutiva com câncer são mais velhas que as doadoras de óvulos - a idade média das 295 doadores foi de 26,7 anos no estudo de Cobo et al 3 .
  • Dados sobre a taxa de nascimento após a criopreservação de ovócitos são muito limitados em mulheres de idade entre 30 e  42 anos
  • Em uma série de 15 casais com infertilidade e 6 ciclos de ovodoação (idade média de 31,5 anos) submetidos a EOC com a criopreservação de ovócitos, Grifo et al.  não observou diferença nas taxas de nascidos vivos, comparados com controle históricos a fresco 5 . 

Algumas considerações adicionais com a criopreservação de ovócitos

  • ICSI deve ser feito para a fertilização, independentemente dos parâmetros do esperma, devido ao endurecimento da zona pelúcida.
  • Na ausência de dados de resultados específicos da clínica sobre as taxas de nascidos vivos após a criopreservação de ovócitos, a ASRM recomenda usar estas estimativas com base na literatura publicada:
     
  • ~ 2% de taxa de nascidos vivos por ovócitos descongelados seguindo os métodos de congelamento lento;
  • ~ 4% de taxa de nascidos vivos por ovócitos descongelados seguindo os métodos de vitrificação;
  • A probabilidade de sucesso pode ser significativamente menor em mulheres com mais de 35 anos, já que a maioria dos estudos publicados se refere a mulheres mais jovens. 6

  Referências

1. Practice Committee of Assisted Society of Reproductive Medicine. Ovarian tissue and oocyte cryopreservation. Fertil Steril 2008;90:S241-6.
2. Noyes N, Porcu E, Borini A. Over 900 oocyte cryopreservation babies born with no apparent increase in congenital anomalies. Reprod biomed Online 2009;18:769-76.
3. Cobo A, Meseguer M, Remohi J, Pellicer A. Use of cryo-banked oocytes in an ovum donation programme: a prospective, randomized, controlled, clinical trial. Hum Reprod;25:2239-46.
4. Nagy ZP CC, Bernal CP, Shapiro DB, Mitchell-Leef D, Kort HI. Comparison of laboratory and Clinical Outcomes between fresh and Vitrified/Warmed Sibling Oocytes Obtained from 30-39 year old IVF Patients. Fertil Steril 2009;92-S67.
5. Grifo JA, Noyes N. Delivery rate using cryopreserved oocytes is comparable to conventional in vitro fertilization using fresh oocytes: potential fertility preservation for female cancer patients. Fertil Steril 2009.
6. Practice Committee of Assisted Society of Reproductive Medicine Essential elements of informed consent for elective oocyte cryopreservation: a Practice Committee opinion. Fertil Steril 2007;88:1495-6.